Eu e as Balas de Goma  escrito em terça 14 julho 2009 19:16

Blog de cristianribas : O Sentido dos Ventos, Eu e as Balas de Goma

Boa tarde, tigrada!

Pois é, agora estou curado da gripe, mesmo com meus pés congelando  com o frio de julho. Pelo menos, tem um lindo sol lá fora pra eu ficar lagarteando. {#}

Ontem à noite, quase 20h, voltando para Porto Alegre, o ônibus pegou dois passageiros numa parada um pouco antes da ponte do Guaíba, na Ilha da Pintada. Percebi que eram dois jovens pobres, um adolescente e outro bem mais jovem, que falavam com o motorista desabafando dos outros ônibus que não paravam pra eles. Logo após, eu compreendi o porquê. Pois, ao passar a roleta, o rapaz maior começou a fazer um discurso sobre sua dificuldade de vida e que, apesar dohorário e das portas que a vida havia lhe fechado, ele estava alí, honestamente, vendendo balas de goma, e pedindo desculpas por atrapalalhar a viagem dos passageiros. Nem preciso dizer que eu comprei. Mas, serei justo. Comprei porque eu adoro bala de goma, e principalmente, pelo preço estar convidativo: 3 pacotes de balas por 1 real. {#}

 Trago isso à tona porque, essa cena, me trouxe muitas questões à mente. Eu sou um que tenho pavor de vender, principalmente na rua, onde muitas pessoas tratam os ambulantes pior que cães. E a cada dia, mais emais ambulantes estão nas ruas, vendendo churrasquinhos, sanduíches, balas de goma, guardachuvas, cartões de aniversário, brinquedos, entre outros produtos. E a grande questão é que essas pessoas, esses cidadãos, não estão ali por ser um sonho de infância ou um desejo profissional. Mas, principalmente, por necessidade. Semana passada, havia uma menina de uns 9 anos, vendendo bala de goma na parada onde eu estava. E fica a dúvida: compro a bala de goma pra ajudar a menina, ou não compro pra mãe ou pai tirar a criança da rua e seus riscos, e ela poder fazer algo pelo seu rebento?{#}

Vivemos num mundo imperfeito e de pessoas, leis e idéias imperfeitas. Edói perceber que existe uma cegueira generalizada pra isso, uma conformidade e resignação com essa falta de oportunidades, onde, cada dia mais, nos tornamos mais "indivíduos" individuais (perdoem o pleonasmo) e menos uma sociedade.

Enquanto isso, sempre que aparecer alguém pra vender bala de goma, eu vou querer. Aceita uma?{#}

Beijo no coração e uma ótima terça à todos!{#}

 

  

 

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