A Rena do Nariz Vermelho  escrito em terça 07 julho 2009 17:31

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Boa tarde, tigrada!!!

Pois é, agora eu já sei o que era a preguiça e desânimo do domingo a noite.  Não era "síndrome de Garfield", mas, na verdade, uma forte gripe que me pegou desprevenido. E foi uma daquelas gripes Mike Tyson, que pega e derruba. {#} 

Ontem mesmo, já começava a sentir as dores e os sintomas. Fui meio-dia na farmácia, "louco de frio" vestindo um blusão de lã e um grande casaco. Porém, percebi que havia algo errado comigo ao ver que muitos andavam de camiseta de manga curta na rua. {#}

Aliás, uma das características da minha gripe é sempre, de madrugada, eu suar muito e ter alucinações com a febre. Vejo muitas imagens, pessoas, sensações, luzes, um calor intenso, mas sigo ali, ensopado de suor, no meu colchão.  E tento, de algum modo, captar algumas daquelas imagens. Mas, é tudo tão vago. Só sei que, de concreto disso, fiquei com a garganta fechada e a voz completamente nula. Mas, pelo menos, meus dedos não foram afetados. {#}

Bom, dia de frio e chuva por aqui. E no atalho dos fatos, vou tentar sobreviver. Sem contar que me sinto a rena do nariz vermelho. {#} Mas, não se preocupem, que acredito não ser a gripe suína. Pelo menos, não estou fazendo "oinc, oinc". {#}

Grande beijo no coração de todos e melhoras pra mim! 

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Síndrome de Garfield  escrito em segunda 06 julho 2009 15:33

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Boa noite, tigrada!

Estou sob a hipnose da noite dominical, em meu antigo casaco xadrez, dando formas a pensamentos vagos, distantes, disformes e moderados. Aliás, sempre achei a noite de domingo, em sua essência, estranha, melancólica ou, densamente diferente em sua aura. Talvez, nem sempre a segunda-feira traga o que se mais deseja. Junta-se a impotente ansiedade de evitá-la com um sentimento frustrante de encontrá-la sem a mais bela perspectiva. Ixi... acho que fui atacado pela síndrome de Garfield. {#}

Estou com sono. E confesso que, de algum modo, gosto de escrever nesse estado mental. Pois, tenho a impressão, que minhas barreiras naturais de medos, angústias, dúvidas, receios estão adormecidas, e consigo deixar que as palavras saiam da minha alma diretamente para meus dedos. Aliás, já ouvi histórias de mulheres que adoram fazer perguntas a seus namorados ou maridos quando estão sonolentos pra ver se descobrem alguma coisa. {#}

Tento ouvir as minhas vozes soltas, que vão além da sedução do colchão perante meu corpo cansado. E, impresso na automação da minha mente, existe a busca dos meus limites de compreensão e de indignação, de resignação e insatisfação, de onde vai minha opinião, idéias e sentimentos, e o que é alheio. Até que ponto posso desejar algo de alguém sem desrespeitar o livre arbítrio dessa pessoa. Até onde vai o amor e até onde é autoflagelo amar sem receber em troca. Até onde abrir mão de si e onde deixa-se de ser si mesmo. O que devo ceder e o que devo deixar intacto. Até que ponto as certezas são absolutas e as dúvidas são reais. Até onde sou capaz de compreender a vida e o que eu devo simplesmente aceitar e desfrutar.{#}

Em breve autoquestões, terei milhões de respostas diferentes de quem lê esse humilde texto de um cara que se cortou fazendo a barba e está com sono de tanto comer cuca de doce de leite. Sem contar que, nesse meu sono, a segunda-feira se parece com aquela piada sem graça que se ouve e que se tenta rir pra não desagradar o amigo. Então, que o travesseiro fique quietinho e sinta somente meu abraço, e que no calor dele, possa me trazer todas as boas lembranças e me fazer sonhar com todas as boas realizações que o futuro me reserva.{#}

Beijo no coração desse dorminhoco! E boa segunda! {#}

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O Roubo do Vento  escrito em domingo 05 julho 2009 23:29

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Me deixe brincar
com o vento
que rouba
meu pensamento
e pede ao tempo
para parar.
Na noite fria
ou na tarde quente,
na longa rotina
ou de repente
meu sorriso te encontra
entre a gente
que caminha agitada
ou na rua calma
que ecoa meus passos.
Ainda sinto o cansaço
das cores turvas
e do céu opaco
mas a tontura passa
e volto a achar graça
nas coisas sutis.
Aos poucos,
volto a ser eu
iluminando o breu
e refazendo o céu
que se perdeu
nos olhos teus.

Cristian Ribas

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Negro, Azul e Branco  escrito em sexta 03 julho 2009 18:10

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Fala, tigrada!

Pois é, estou com a cabeça inchada pela eliminação do Grêmio para o Cruzeiro ontem na semifinal da Copa Libertadores de América. O tricolor lutou muito mas a qualidade técnica do time mineiro foi muito superior e mereceram com sobras a classificação.

Nesse instante, lembro de um trecho do livro "Até a Pé Nós Iremos", do genial e hilário historiador Eduardo "Peninha" Bueno, de quando o Grêmio foi campeão gaúcho de 1977, ele encontrou Gilberto Gil nos véstiários, comemorando aquela vitória após oito títulos consecutivos do Inter. Peninha perguntou ao músico baiano se ele estava lá por ser conterrâneo do centroavante do time e autor do gol decisivo, André Catimba. E Gilberto Gil, disse que não, pois ele era gremista. Inquieto, o Peninha perguntou para o Gilberto Gil porque, sendo baiano, ele era torcedor do tricolor gaúcho. E numa resposta genial, o ex-ministro da Cultura disse, fazendo referência às cores do clube: "Porque o céu é azul, a paz é branca e eu sou negro".{#}

Comentei esse trecho porque esse confronto entre Grêmio e Cruzeiro levantou o debate sobre o que todo mundo sabe que existe e poucos assumem: o racismo. Devido a confusão  no primeiro jogo, no Mineirão, entre o argentino Maxi Lopez e o jogador Elicarlos, alguns torcedores do meu amado time, na entrada em campo, no segundo tempo, do jogador cruzeirense, acabaram fazendo sons e o xingando de "macaco", conforme matéria publicada no site do Terra no dia de hoje. http://esportes.terra.com.br/futebol/libertadores/2009/interna/0,,OI3856363-EI12949,00.html

Quero aqui, conforme me manifestei contra a declaração de um jornalista sobre o povo gaúcho e suas origens, exteriorizo minha contrariedade com esse ato de alguns de meus conterrâneos e torcedores de meu mesmo clube. Independente da camisa que vista um atleta negro, pardo, amarelo ou de qualquer etnia, jamais deverá sofrer o menor insulto racial. Tenho em meus descendentes e amigos muitos negros. E sei que, por mais que isso seja corriqueiro e, até mesmo, aceitado através de piadas, sei quanto essas pessoas ficam chateadas com a ignorância e imbecilidade desses que se consideram superiores.

O final de semana vem aí e o churrasco com meus amigos na noite que promete ser muito fria, promete pegar fogo nas discussões futebolísticas. {#}  E principalmente, muito alegre e descontraída. {#}

Bjo no coração de todos e um ótimo final de semana!!{#}

E não esqueçam o principal: ALMA NÃO TEM COR!{#}

 

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Muito a Evoluir  escrito em quinta 02 julho 2009 20:00

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Boa tarde, tigrada!!!

Estou aqui com meu companheiro das tardes de inverno, o chimarrão, tentando libertar a mente, buscar idéias ou dar espaço pra algo criativo e interessante.  E vendo Porto Alegre ao fundo, daqui da minha janela, busco desvencilhar todos os pensamentos sobre futebol. Ainda mais que a noite promete não ser das mais promissoras para meu Grêmio...{#}

Ontem à noite, eu estava conversando com um amigo que é, pra mim, um verdadeiro irmão, Vinicius Ferreira, que é professor de ducação física e está cursando a faculdade de direito. E que por um desses detalhes da natureza, é negro. Comentei com ele sobre uma coluna que li num blog de um jornalista que, inspirado pelo futebol, acabou generalizando e ofendendo os gaúchos, suas características de povo e sua história. Nem precso dizer a quem me conhece, como fiquei chateado e indignado ao ler sobre determinada visão limitada e ignorante. Mas, essa coluna, ao conversar com meu irmão, me leva mais adiante no raciocínio.

Confesso que, em pleno século XXI, ainda me assusto com a xenofobia. Essa visão deturbada que, por nascer num torrão de terra diferente de onde nascemos, as pessoas têm um valor menor que o nosso. Tive a felicidade de conhecer vários estados da federação, amigos espalhados por todos os cantos, e mesmo eu sendo gaúcho, por gostar do meu chão e de minhas tradições, sempre vi e aprendi com as outras culturas, idéias, costumes e crenças.  

Infelizmente, as novas gerações não possuem ideais. Elas não têm porque lutar. Vivemos num universo consumista, materialista e individualista onde todos são "inimigos em potencial", e cada característica ou detalhe, nesse mundo competitivo, parece se transformar num motivo de ofensa, injúria ou desqualificação. E, em vez das pessoas se unirem pelo amor, pelo belo, pelo justo, se unem pra disseminar o ódio, a raiva e a desesperança.

O preconceito tem várias vítimas, seja de modo ostensivo ou velado. Ele está em todos os cantos e, dependendo da localização geográfica, se você é negro, ou índio, ou nordestino, ou homossexual, ou dekassegui, ou gaúcho, ou gordo, ou cancerígeno, ou umbandista, ou espirita, ou cabeludo, ou evangélico, ou muçulmano, ou judeu, ou pobre, ou um elefante lilás com pintinhas verdes, você, em vez de ser visto, respeitado, admirado, amado pelas suas características e qualidades, você é rotulado, ofendido ou, até mesmo, agredido.

Creio que temos muito a evoluir ainda. Infelizmente, não lembro qual escritor francês que disse que "só as pessoas inteligentes vêem qualidades nos outros, enquanto os mediocres procuram os defeitos". Concordo com ele e cresci muitos com as centenas de amigos que tenho. {#}

O problema é encontrar qualidade no time atual do Grêmio. {#} Mas "não tá morto quem peleia".{#}

Pra quem quiser ler o que esse senhor acabou escrevendo sobre os gaúchos, o link é esse: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/06/25/585664.html 

Beijo no coração de todos e até a próxima!!!{#}

 

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