Boa tarde, tigrada!!!
Estou aqui com meu companheiro das tardes de inverno, o
chimarrão, tentando libertar a mente, buscar idéias ou dar espaço
pra algo criativo e interessante. E vendo Porto Alegre ao
fundo, daqui da minha janela, busco desvencilhar todos os
pensamentos sobre futebol. Ainda mais que a noite promete não ser
das mais promissoras para meu Grêmio...
Ontem à noite, eu estava conversando com um amigo que é, pra
mim, um verdadeiro irmão, Vinicius Ferreira, que é professor de
ducação física e está cursando a faculdade de direito. E que por um
desses detalhes da natureza, é negro. Comentei com ele sobre uma
coluna que li num blog de um jornalista que, inspirado pelo
futebol, acabou generalizando e ofendendo os gaúchos, suas
características de povo e sua história. Nem precso dizer a
quem me conhece, como fiquei chateado e indignado ao ler sobre
determinada visão limitada e ignorante. Mas, essa coluna, ao
conversar com meu irmão, me leva mais adiante no raciocínio.
Confesso que, em pleno século XXI, ainda me assusto com a
xenofobia. Essa visão deturbada que, por nascer num torrão de terra
diferente de onde nascemos, as pessoas têm um valor menor que o
nosso. Tive a felicidade de conhecer vários estados da federação,
amigos espalhados por todos os cantos, e mesmo eu sendo gaúcho, por
gostar do meu chão e de minhas tradições, sempre vi e aprendi com
as outras culturas, idéias, costumes e crenças.
Infelizmente, as novas gerações não possuem ideais. Elas não têm
porque lutar. Vivemos num universo consumista, materialista e
individualista onde todos são "inimigos em potencial", e cada
característica ou detalhe, nesse mundo competitivo, parece se
transformar num motivo de ofensa, injúria ou desqualificação.
E, em vez das pessoas se unirem pelo amor, pelo belo, pelo justo,
se unem pra disseminar o ódio, a raiva e a desesperança.
O preconceito tem várias vítimas, seja de modo ostensivo ou
velado. Ele está em todos os cantos e, dependendo da localização
geográfica, se você é negro, ou índio, ou nordestino, ou
homossexual, ou dekassegui, ou gaúcho, ou gordo, ou cancerígeno, ou
umbandista, ou espirita, ou cabeludo, ou evangélico, ou
muçulmano, ou judeu, ou pobre, ou um elefante lilás com
pintinhas verdes, você, em vez de ser visto, respeitado, admirado,
amado pelas suas características e qualidades, você é rotulado,
ofendido ou, até mesmo, agredido.
Creio que temos muito a evoluir ainda. Infelizmente, não
lembro qual escritor francês que disse que "só as pessoas
inteligentes vêem qualidades nos outros, enquanto os mediocres
procuram os defeitos". Concordo com ele e cresci muitos com as
centenas de amigos que tenho. 
O problema é encontrar qualidade no time atual do Grêmio.
Mas "não tá morto quem
peleia".
Pra quem quiser ler o que esse senhor acabou escrevendo
sobre os gaúchos, o link é esse: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/06/25/585664.html
Beijo no coração de todos e até a próxima!!!